"Steve Jobs esteve entre os maiores inovadores americanos - corajoso o suficiente para pensar de forma diferente, ousado o suficiente para acreditar que poderia mudar o mundo, talentoso o suficiente para fazê-lo".
Foi desta forma que o Presidente dos EUA, Barak Obama, comentou oficialmente a morte de Steve Jobs, 56 anos, co-fundador da Apple, que a 5 de Outubro não resistiu à luta travada há cerca de sete anos contra uma espécie rara de cancro no Pâncreas.
Personalidade geradora de opiniões díspares em todo o mundo, o legado de Jobs gerou, no entanto, a unanimidade "politicamente correcta" típica do momento, bem como o reconhecimento - independentemente de gostos, fés e credos - do seu papel para o avanço da informática e da electrónica de consumo.
Steven Spielberg definiu-o mesmo como "o maior inventor desde Thomas Edison"; o outro co-fundador da Apple, Steve Wozniak, referiu que "Steve Jobs excedeu cada meta que estabeleceu a ele próprio"; Bill Gates declarou que "o mundo raramente vê alguém que teve um impacto tão profundo como Steve teve", adiantando que "os seus efeitos vão ser sentidos por muitas gerações".
Crónica de uma morte anunciada?
Quando o canal de notícias Bloomberg publicou inadvertidamente, em Agosto de 2008, a notícia sobre o obituário de Steve Jobs, a única reacção conhecida do co-fundador da Apple foi o telefonema pessoal que fez a um editor do Times, chamando-lhe "balde de merda".
Jobs não reagira oficialmente à gaffe da Bloomberg, mas ficara irado com as especulações do Times sobre o ressurgimento do seu cancro no Pâncreas, difundidas com base na sua notória perda de peso.
Adensavam-se os rumores sobre o estado de saúde de Jobs, reforçadas pelas imagem enfraquecida com que surgia a cada evento da Apple e culminando com a sua renúncia ao cargo de CEO - no passado dia 24 de Agosto -, ocupado agora por Tim Cook.
Jobs sempre encarou e assumiu publicamente a sua doença do mesmo modo como expôs a sua vida privada - com recato extremo - possuindo mesmo selos de personalidade difícil, arrogante e autoritária, sobretudo no sei da própria Apple.
Após a sua morte, fica a história de um visionário com derrotas e vitórias no currículo, uma imagem de quase-deus para muitos consumidores e funcionários da Apple, que está neste momento a convidar todos os funcionários e cidadãos a partilhar os seus pensamentos, memórias e condolências, num endereço de email criado para o efeito.
O Gadget Magazine transcreve de seguida a mensagem enviada por Tim Cook a todos os funcionários da Apple:
Team,
I have some very sad news to share with all of you. Steve passed away earlier today.
Apple has lost a visionary and creative genius, and the world has lost an amazing human being. Those of us who have been fortunate enough to know and work with Steve have lost a dear friend and an inspiring mentor. Steve leaves behind a company that only he could have built, and his spirit will forever be the foundation of Apple.
We are planning a celebration of Steve's extraordinary life for Apple employees that will take place soon. If you would like to share your thoughts, memories and condolences in the interim, you can simply email rememberingsteve@apple.com.
No words can adequately express our sadness at Steve's death or our gratitude for the opportunity to work with him. We will honor his memory by dedicating ourselves to continuing the work he loved so much.
Mais informações: Apple
Fonte: Apple, agências internacionais e Gadget Magazine
